8º Polentaço e 6ª Festa do Agricultor
PROGRAMAÇÃO BÁSICA
FEIRA DE ARTESANATO, AGROINDÚSTRIA E SERVIÇOS E EXPOSIÇÃO DE ESCULTURAS DE POLENTA (Única no Mundo)
Horários e Local
Sociedade 24 de Maio com entrada franca com direito a shows acústicos de música, funcionando nos seguintes horários:
Das 20h às 23h
30/07 - Sábado
Das 10h às 21h
31/07 - Domingo
Das 10h às 19h
Milho: herança dos imigrantes que originou o PolentaçoEntre os dias 24 e 26 de julho, o Centro de Tradições Italianas de Monte Belo do Sul promove a 7ª edição do Polentaço e a 5ª Festa do Agricultor. A estrela do festival gastronômico é um alimento originado da farinha de milho, presente milenarmente na dieta alimentar humana e animal. De acordo com o técnico da Emater de Monte Belo do Sul, Aldacir Henrique Pancotto, a receita de polenta chegou ao Brasil com os imigrantes, pois na Itália a pobreza não permitia o consumo de pão e muitas vezes nem de carnes. “O milho sempre existiu. Acontece que quando a situação está ruim, as pessoas sempre dão um jeito de substituir o principal alimento por outro, e naquela época foi a vez da polenta, que alimentava tanto quanto o pão”, diz. Originalmente, o milho trazido na bagagem dos italianos era a variedade crioula. “Hoje tem as variedades híbridas que são os cruzamentos entre sementes”, observa. Durante muito tempo, a plantação de milho dos agricultores deu-se de forma rude, sem análise do solo. “Uma vez o espaçamento entre os pés era maior e não havia adubação. Onde eram plantados 10 mil pés de milho por hectare, agora se planta 50 mil pés. Nestas condições podem ser colhidas cerca de 6 toneladas por hectare”, afirma. Segundo Pancotto, no município existem 320 hectares de milho. Um estudo detalhado do solo, feito pela Emater, analisou a presença ou deficiência de Calcário e a existência de macronutrientes como o Nitrogênio, Fósforo, Cálcio e Magnésio. Também é avaliada a presença de micronutrientes como o Magnésio, Enxofre, Boro e Zinco. “A função é equilibrar a quantidade deficiente ou excessiva, promovendo um melhor aproveitamento do solo”, diz Pancotto. Outra novidade na produção de milho é a utilização de um secador artificial, o que pode livrar as sementes do mofo, apodrecimento e a investida de ratos. “Uma vez se deixava o milho secando ao ar livre, mas nos dias de inverno, há pouca incidência solar. Assim, as pessoas guardavam o milho um pouco úmido e às vezes chegavam a perder 50% da produção”, revela. Na residência de Gema Canossa Raffainer, 69 anos, o milho é algo indispensável. O grão é a principal fonte de alimento para os animais. Gema produz cerca de 20 sacos, colhidos de um quarto de hectare. “O milho é só para os bichos”, diz.
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